Deus humano
Tanto na mitologia grega como na romana, O Deus Júpiter (romano), Zeus (grego) se comporta como humano: fica magoado, triste quando é desapontado e feliz quando é adorado, sente desejo e atração pelos humanos especialmente as mulheres com quem tem filhos, castiga, perdoa, etc...
Não é todo-poderoso
Diferente do Deus cristão, judaico e muçulmano, Júpiter não é um Deus todo-poderoso, ele divide o governo do mundo Terra com seus irmãos Plutão (Inferno), Netuno (os mares), os deuses olímpicos, entidades e até os seres humanos, todos neste mundo Terra tem poder para fazer acontecer, intervir, mudar o destino das coisas.
Tanto na mitologia grega como na romana outros deuses conseguem agir na vida dos humanos tanto para o bem como para o mal, e o Deus Júpiter (Zeus) ainda Deus dos deuses não tem o controle de tudo o que se passa na Terra. Para Júpiter poder reinar na Paz, na Harmonia, no Bem, na Justiça depende da colaboração dos deuses e dos humanos.
No reino de Júpiter as vidas dos humanos são regidas por leis e ordens que estão fora de seu domínio. Isto é muito interessante ser observado. Um ser humano pode padecer fatalidades, calamidades, sofrer, sentir dor devido a ações de outros deuses, dos seus próprios iguais e dos diferentes seres que habitam este mundo. Só seus protegidos escapam. E ainda assim quando outro deus, entidade e até pessoa quer provocar o mal numa pessoa consegue o atingir, e muitas vezes o Grande Deus tem que fazer grande esforço e se movimentar bastante para poder reverter o mal em seu protegido atingido.
Júpiter, organizador do mundo Terra
Júpiter tem uma inclinação muito pequena da sua órbita em relação a eclíptica de 3,13º. Sua trajetória no zodíaco se mantem cercana à trajetória do Sol, a eclíptica. Por isto a trajetória de Júpiter indica por onde passa a eclíptica, e define a cada ano, as constelações zodiacais. A cada ano Júpiter visita uma constelação diferente. Em 2015 transitará quase o ano completo o signo de Virgem.
Estas características do planeta Júpiter - brilho, indicador da eclíptica, e o fato de passar um ano em cada constelação, pode ter ajudado a sua escolha como deus dos deuses e organizador do mundo Terra.
Júpiter como gerador do grande, da abundância
No Sistema Solar, Júpiter é o maior dos planetas, em massa, volume e irradiador de luz. Seu volume e massa são maiores que a soma dos volumes e das massas do resto dos planetas. Seu brilho é maior que o de uma estrela de primeira grandeza -tem luz própria. Assim, suas características físicas têm a ver com sua associação a abundância, a amplitude e a expansão.
Júpiter em termos de tamanho e brilho é uma segunda estrela, e sua luz e gravidade devem ser muito importantes para o equilíbrio das forças e a dinâmica dos processos no Sistema Solar.
Interpretando o papel de Deus na peça Macumba antropofaga" no teatro oficina Foto de Claire
O grande benéfico
Júpiter na Astrologia tem uma importância diferenciada que é muito auspicioso conhecer tanto para usufruir com consciência de suas bênçãos no mapa natal como para acompanhar os desdobramentos de seu trânsito pelos signos e dos aspectos que fizer com os outros planetas em trânsito.
Júpiter na Astrologia é o grande benéfico, o planeta que por onde passa leva proteção, facilitações, bênçãos diversas, abundância, inteligência, ainda que em dependência do contexto e das atitudes das pessoas e os seres envolvidos pode também potencializar o negativo, provocar exageros e desmedidas com efeitos negativos.
Júpiter é o grande expansor do Sistema Solar e, na Astrologia, representa crescimento, proteção, abundância, sentido, fé, prosperidade e ampliação da vida.
Tradicionalmente conhecido como “o grande benéfico”, Júpiter simboliza as forças que favorecem o desenvolvimento, abrem caminhos, ampliam horizontes e ajudam a consciência humana a crescer em experiência, visão e compreensão.
Mas compreender Júpiter profundamente exige ir além da ideia simplista de “planeta da sorte”.
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Na mitologia grega e romana, Zeus/Júpiter não é um Deus distante, absoluto e totalmente perfeito.
Ele é profundamente humano.
Sente:
– alegria
– desejo
– tristeza
– frustração
– ira
– entusiasmo
– paixão
– orgulho
– compaixão
Ama, castiga, protege, perdoa, se emociona, se decepciona e se envolve diretamente com o destino humano.
Isso é muito importante simbolicamente.
Porque o Júpiter astrológico não representa um princípio frio e mecânico.
Representa uma inteligência viva que participa do drama da existência.
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Diferente da ideia monoteísta de um Deus absolutamente todo-poderoso, Zeus/Júpiter divide o governo do mundo.
Na mitologia:
– Plutão governa os mundos subterrâneos
– Netuno os mares
– outros deuses atuam sobre forças específicas da realidade
– e até os humanos possuem capacidade de interferir nos acontecimentos
O universo jupiteriano é um cosmos de relações, forças e interdependências.
Nem mesmo o rei dos deuses controla absolutamente tudo.
Isso revela algo profundo sobre Júpiter na Astrologia:
proteção não significa ausência de desafios.
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Mesmo os protegidos de Júpiter podem:
– sofrer
– atravessar crises
– enfrentar injustiças
– viver perdas ou dores
Porque a vida é resultado da interação entre múltiplas forças.
Muitas vezes, para proteger alguém, Júpiter precisa:
– agir
– reorganizar circunstâncias
– movimentar aliados
– restaurar equilíbrios
Júpiter não elimina totalmente o caos da existência.
Ele ajuda a consciência a atravessá-lo com mais significado, esperança e expansão.
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Astronomicamente, Júpiter possui características extraordinárias que ajudam a compreender seu simbolismo astrológico.
Sua órbita possui pequena inclinação em relação à eclíptica:
aproximadamente 3,13°.
Isso faz com que sua trajetória acompanhe muito de perto o caminho aparente do Sol.
Júpiter funciona quase como um marcador celeste da eclíptica.
Além disso:
– passa aproximadamente um ano em cada signo zodiacal
– percorre lentamente o zodíaco inteiro em cerca de 12 anos
Essas características podem ter contribuído simbolicamente para sua associação ao organizador do mundo terrestre e ao rei dos deuses.
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Fisicamente, Júpiter é gigantesco.
Seu volume e massa superam a soma de todos os outros planetas do Sistema Solar.
Seu brilho é intenso, quase como uma segunda estrela no céu.
Sua gravidade ajuda profundamente no equilíbrio dinâmico do Sistema Solar.
Por isso astrologicamente Júpiter associa-se:
– à expansão
– à abundância
– ao crescimento
– à fertilidade
– à prosperidade
– ao excesso
– ao gigantismo
– à amplificação das experiências
Ele aumenta aquilo que toca.
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No mapa natal, Júpiter mostra:
– onde buscamos expansão
– onde desejamos crescer
– onde a vida tende a abrir portas
– onde podemos encontrar proteção e oportunidades
– onde buscamos sentido e confiança
Mas também:
– onde exageramos
– desperdiçamos
– inflamos expectativas
– cometemos excessos
Porque Júpiter não conhece naturalmente limites.
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Júpiter rege:
– filosofia
– religião
– espiritualidade
– ética
– justiça
– sabedoria
– universidades
– viagens longas
– culturas estrangeiras
– crescimento intelectual
– visão de mundo
Ele representa a necessidade humana de encontrar significado para a existência.
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Quando bem integrado, Júpiter desperta:
– generosidade
– entusiasmo
– esperança
– confiança
– inteligência ampla
– visão elevada
– fé na vida
Na expressão desequilibrada:
– arrogância
– excesso de otimismo
– desperdício
– fanatismo
– exageros
– promessas grandiosas sem sustentação
Porque aquilo que expande demais também pode perder proporção.
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Os trânsitos de Júpiter costumam trazer:
– oportunidades
– expansão
– novos caminhos
– crescimento
– proteção
– encontros importantes
– fertilidade criativa e material
Mas seus benefícios dependem:
– da consciência
– das escolhas
– da ética
– do contexto geral do mapa
Júpiter favorece.
Mas não substitui responsabilidade.
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Talvez a maior beleza simbólica de Júpiter seja esta:
ele representa a confiança de que a vida pode crescer além das limitações imediatas.
A força que empurra a consciência para horizontes maiores.
Porque Júpiter é o princípio da expansão viva do Cosmos.
O impulso que faz o ser humano:
– aprender
– viajar
– acreditar
– criar sentido
– buscar sabedoria
– e continuar caminhando mesmo depois das tempestades.
♃ Talvez seja por isso que, mesmo entre dores e caos, Júpiter continue sendo chamado:
o grande benéfico. ♃
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